O sítio foi o último da rota que o corretor preparou para nós. Chegamos no fim da tarde — o corretor, o pai do dono, e o silêncio largo da serra ao redor.
Subimos à varanda. E foi então que ela começou: uma seriema cantando forte, sem parar, sem se espantar com a nossa presença. O pai, que sempre teve um amor profundo por aves, se emocionou. Ela não fugia. Estava ali, perto, anunciando alguma coisa à sua maneira.
Foi aquele instante que decidiu tudo. A seriema nos recebeu, e desde então ela é o símbolo do sítio — não havia outro possível. Como se a natureza, naquela tarde, já tivesse dito que este lugar seria nosso.